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17/10/2018 - Jó afirma sua inocência Jó 31.16-40

 

“Se retive o que os pobres

desejavam

ou deixei que os olhos das viúvas

esperassem em vão;

ou, se sozinho

comi o meu bocado,

sem reparti-lo com os órfãos

— porque

desde a minha mocidade

eu os criei como se fosse

pai deles,

durante toda a minha vida

fui o guia das viúvas —;

se vi alguém perecer

por falta de roupa

ou notava que o necessitado

não tinha com que se cobrir;

se ele não me agradeceu

do fundo do coração,

quando se aquecia

com a lã dos meus cordeiros;

se eu levantei a mão

contra o órfão,

sabendo que eu tinha

o apoio dos juízes,

então que a omoplata caia

do meu ombro,

e que o meu braço

seja arrancado da articulação.

Porque o castigo de Deus

seria para mim um assombro,

e eu não poderia enfrentar

a sua majestade.”“Se no ouro pus

a minha esperança

ou se eu disse ao ouro fino:

‘Você é a minha garantia’;

se me alegrei por ser grande

a minha riqueza

e por ter a minha mão

alcançado muito;

se olhei para o sol,

quando resplandecia,

ou para a lua, que caminhava

em seu esplendor,

e o meu coração se deixou

seduzir em segredo,

e eu lhes atirei beijos com a mão,

também isto seria um delito

a ser punido pelos juízes,

pois eu teria negado a Deus,

que está lá em cima.”“Se me alegrei com a desgraça

do que me odeia

e se exultei quando o mal o atingiu

— eu que não deixei

a minha boca pecar,

rogando praga

para que morresse —;

se as pessoas que moram

na minha tenda não disseram:

‘Quem nos dera encontrar

alguém que não se saciou

da carne provida por ele’

— pois o estrangeiro

não pernoitava na rua;

as minhas portas estavam

sempre abertas

para os viajantes! —;

se, como Adão, encobri

as minhas transgressões,

ocultando a minha iniquidade

em meu íntimo,

porque eu tinha medo

da grande multidão,

e o desprezo das famílias

me apavorava,

fazendo com que eu me calasse

e não saísse da porta…”“Quem dera que eu tivesse

quem me ouvisse!

Eis aqui a minha defesa assinada!

Que o Todo-Poderoso

me responda!

Que o meu adversário escreva

a sua acusação!

Por certo que a levaria

sobre o meu ombro,

e a poria sobre mim

como se fosse uma coroa.

Eu lhe mostraria

o número dos meus passos;

como príncipe

eu me aproximaria dele.”

 

“Se a minha terra clamar

contra mim,

e se os seus sulcos

juntamente chorarem;

se comi os seus frutos

sem pagar

ou se causei a morte

aos seus donos,

que ela produza espinhos

em vez de trigo,

e joio em lugar de cevada.”

 

Fim das palavras de Jó.