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20/07/2018 - José interpreta os sonhos do rei Gênesis 41.1-36

 

Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho e eis que estava em pé junto ao rio Nilo. Do rio subiam sete vacas de boa aparência e gordas e pastavam no meio dos juncos. Após elas subiam do rio outras sete vacas, de aparência feia e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. As vacas de aparência feia e magras engoliam as sete vacas de boa aparência e gordas. 

Então Faraó acordou. Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. E após elas nasciam sete espigas mirradas e queimadas pelo vento leste. As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. 

Então Faraó acordou. Tinha sido um sonho. De manhã, ao despertar muito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios. Contou-lhes os seus sonhos, mas não havia ninguém que pudesse dar a interpretação. 

Então o copeiro-chefe disse a Faraó: 

— Hoje me lembro das minhas ofensas. Quando Faraó ficou irado com os seus servos e me pôs na prisão, na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe, tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele. Sonhamos, e cada sonho tinha o seu próprio significado. Achava-se conosco um jovem hebreu, escravo do comandante da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele nos deu a interpretação, a cada um segundo o seu sonho. E tal como nos interpretou, assim aconteceu: eu fui restituído ao meu cargo, e o outro foi enforcado. 

Então Faraó mandou chamar José, e o fizeram sair às pressas da masmorra. Ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. Este lhe disse: 

— Tive um sonho, e não há quem o interprete. Porém ouvi falar a respeito de você que, quando ouve um sonho, é capaz de interpretá-lo.

José respondeu: 

— Isso não está em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.

Então Faraó disse a José: 

— No meu sonho, eu estava em pé na margem do Nilo, e eis que subiam dele sete vacas gordas e de boa aparência e pastavam no meio dos juncos. Após estas subiam outras vacas, fracas, muito feias e magras. Eu nunca tinha visto vacas tão feias, em toda a terra do Egito. E as vacas magras e ruins devoravam as primeiras sete vacas gordas. E, depois de as terem engolido, não davam aparência de que as tinham devorado, pois o aspecto delas continuava ruim como no princípio. Então acordei. Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas. Depois delas nasceram sete espigas secas, mirradas e queimadas pelo vento leste. As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de me dar a interpretação. 

Então José respondeu: 

— O sonho de Faraó é apenas um; Deus revelou a Faraó o que ele vai fazer. As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e queimadas pelo vento leste serão sete anos de fome. 

— Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó: Deus manifestou a Faraó o que ele vai fazer. Eis que vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Depois virão sete anos de fome. Toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito e a fome consumirá a terra; e não será lembrada a abundância na terra, por causa da fome que seguirá, porque será gravíssima. O sonho de Faraó foi repetido, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. 

— Agora, pois, Faraó devia escolher um homem ajuizado e sábio e encarregá-lo de dirigir a terra do Egito. Faraó devia fazer isto: pôr administradores sobre a terra e recolher a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. Esses administradores deviam ajuntar toda a colheita dos bons anos que virão, recolher cereal por ordem de Faraó, para mantimento nas cidades, e guardá-lo em armazéns. Assim, o mantimento servirá para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não seja destruída pela fome.